sábado, 21 de abril de 2012


ANEMIA FERROPRIVA


ferro é um mineral essencial para a produção da hemoglobina, a proteína que transporta o oxigênio pelo nosso organismo. Anemia ferropriva  é o tipo de anemia mais comum no mundo, causada por uma grave deficiência de ferro.
A deficiência de ferro pode apresentar-se em graus variáveis, que vai desde a depleção do ferro, sem comprometimentos orgânicos, até a anemia por deficiência de ferro que afeta vários sistemas orgânicos. A depleção de ferro supõe uma diminuição dos depósitos de ferro, mas a quantidade de ferro funcional pode não estar alterada. Ou seja, indivíduos com depleção de ferro não possuem mais ferro de reserva para ser mobilizado, caso o organismo necessite.  
A Anemia pode ser definida como um estado em que a concentração de hemoglobina no sangue está anormalmente baixa, em conseqüência da carência de um ou mais nutrientes essenciais, qualquer que seja a origem dessa carência. Contudo, apesar da ausência de vários nutrientes contribuir para a ocorrência de anemias carenciais como folatos, proteínas, vitamina B12 e cobre, indiscutivelmente o ferro é, dentre todos, o mais importante. A anemia por Deficiência de Ferro é atualmente um dos mais graves problemas nutricionais mundiais em termos de prevalência, sendo determinada, quase sempre, pela ingestão deficiente de alimentos ricos em ferro ou pela e pela inadequada utilização orgânica. 


Sintomas da anemia ferropriva

Os sintomas da anemia ferropriva são os mesmos dos de qualquer anemia: cansaço, palidez da pele, falta de ar, intolerância ao exercício, taquicardia (coração acelerado). Todavia, a anemia ferropriva pode causar alguns sintomas que não são comuns em outras anemias, como perversão do apetite (também chamado de pica), que é o desejo de comer não-alimentos, como gelo, terra, papel, concreto etc... A síndrome das pernas inquietas é outro achado comum. Um sinal típico da anemia ferropriva é a presença de uma urina muito avermelhada após a ingestão de beterraba. 

Diagnóstico da anemia ferropriva

O diagnóstico de anemia é feito quando os valores da hemoglobina e do hematócrito (percentual de hemácias no sangue) estão abaixo do valor de referência:

Anemia (dependendo do laboratório os valores podem ser um pouco diferentes):
- hematócrito menor que 41% nos homens ou 35% nas mulheres 
- hemoglobina menor que 13 g/dL nos homens ou 12 g/dL nas mulheres.

Uma vez estabelecido o diagnóstico da anemia, é preciso identificar sua causa.  No hemograma, além da queda do hematócrito e da hemoglobina, o VCM e o HCM costumam estar baixos na anemia ferropriva . No seguimento da investigação da anemia deve-se dosar a quantidade de ferro no sangue, a ferritina e a saturação de transferrina. Estando estes valores baixos na presença de anemia, pode-se dizer que há uma anemia por carência de ferro.

Se não houver causas óbvias para a anemia ferropriva (gravidez ou sangramentos visíveis), geralmente incia-se a investigação solicitando exames para procurar sangramentos ocultos do trato digestivo, como a endoscopia digestiva e a colonoscopia. 

Consequências 

Em crianças a anemia está associada ao retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, efeitos comportamentais como a falta de atenção, fadiga, redução da atividade física e da afetividade, assim como uma baixa resistência a infecções. Nos adultos, a anemia produz fadiga e diminui a capacidade produtiva. Nas grávidas, a anemia é associada ao baixo peso ao nascer e a um incremento na mortalidade perinatal. 


Fontes de Ferro


O Ferro pode ser fornecido ao organismo por alimentos de origem animal e vegetal. O ferro de origem animal é melhor aproveitado pelo organismo. São melhores fontes de ferro as carnes vermelhas, principalmente fígado de qualquer animal e outras vísceras (miúdos), como rim e coração; Carnes de aves e de peixe; e mariscos crus. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o leite e o ovo não são fontes importantes de Ferro. Contudo, no mercado já existem os leites enriquecidos com Ferro. 

Entre os alimentos de origem vegetal, destaca-se como fonte de ferro os folhosos verde-escuros (exceto espinafre), como agrião, couve, cheiro-verde, taioba; as leguminosas (feijões, fava, grão-de-bico, ervilha, lentilha); grãos integrais ou enriquecidos; nozes e castanhas, melado de cana-de-açúcar, rapadura e açúcar mascavo. Também existem disponíveis no mercado alimentos fortificados com ferro como farinhas de trigo e milho, cereais matinais, entre outros. 

A presença de ácido ascórbico, disponível em frutas cítricas, e alimentos ricos em proteínas na refeição melhora a absorção de ferro proveniente de produtos vegetais, como: brócolis, beterraba, couve-flor e outros. Por outro lado, existem alguns fatores (fosfatos, polifenóis, taninos, cálcio) que podem inibir a absorção do ferro, presentes em café, chá, mate, cereais integrais, leite e derivados. 

Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por Deficiência de Ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce. 





REFERÊNCIAS:

  • BVS-BIBLIOTECA VIRTUAL DA SAÚDE
  • MD SAUDE.COM
  • COORDENAÇÃO GERAL DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO- CGAN




sexta-feira, 17 de junho de 2011

Deficiência de iodo



O iodo é um micronutriente essencial para o corpo, a ser administrado regularmente através de alimentos.Sua função é intervir na síntese de hormônios da tireóide.Os hormônios tireoidianos estão envolvidos em processos de crescimento do cérebro, desenvolvimento e regulação do metabolismo.


Populações de risco   
  • população que reside em regiões distantes do mar e com solos pobres em iodo;
  • população que consome sal não iodado;

Grupos de risco:
  • Gestantes ;
  • Fetos e recém-nascidos;
  • Crianças de zero a cinco anos

Conseqüências:                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

A deficiência de iodo pode causar cretinismo em crianças (retardo mental grave e irreversível), surdo-mudez, anomalias congênitas, bem como a manifestação clínica mais visível – bócio (crescimento da glândula tireóide). Além disso, a má nutrição de iodo está relacionada com altas taxas de natimortos (nascimento de bebês mortos) e nascimento de crianças com baixo peso, problemas no período gestacional, e aumento do risco de abortos e mortalidade materna.


Recomendação de iodo:



O iodo não é estocado pelo organismo, portanto deve ser ingerido continuamente.



Alimentos ricos em iodo: 

Suas maiores fontes são:  sal iodado ou sal marinho , laticínios (leite, queijo, sorvete e iogurte) , ovos , alimentos do mar (peixes,mariscos,algas marinhas...) e vegetais.







Referências bibliográficas

LUIS, DA de; ALLER, R. y IZAOLA, O..Problemática de la Deficiência de yodo Durante gestación la. Uma.Med.Interna (Madrid) [online].2005, vol.22, n.9, p. 445-448.ISSN 0212-7199.doi: 10.4321/S0212-71992005000900011. 


Reis,LC;Perfil Nutricional da População Brasileira(Deficiência de Iodo e vitamina D);Disciplina de nutrição em saude pública I.